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Artigo

Infarto: como reconhecer os sinais e o que fazer

Dr. Bruno Mahler Mioto· Cardiologista CRM 112007-SP
4 de abril de 2026

Reconhecer os sintomas de um infarto e agir rapidamente pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Saiba identificar os sinais e como agir.

O infarto agudo do miocárdio é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. A boa notícia é que, com o tratamento correto e rápido, a maioria dos pacientes sobrevive e se recupera bem. O problema é que muitas pessoas não reconhecem os sintomas ou demoram a buscar ajuda.

Tempo é músculo cardíaco. Cada minuto sem tratamento significa mais células cardíacas mortas. Por isso, reconhecer os sinais e agir imediatamente é fundamental.

Quais são os sintomas do infarto?

O sintoma clássico é a dor no peito — uma pressão, aperto ou queimação no centro ou no lado esquerdo do tórax. Mas o infarto pode se apresentar de formas variadas:

  • Dor ou desconforto no peito (pressão, aperto, queimação)
  • Dor irradiando para o braço esquerdo, pescoço, mandíbula, costas ou estômago
  • Falta de ar, mesmo sem dor no peito
  • Suor frio
  • Náusea ou vômito
  • Tontura ou desmaio
  • Sensação de morte iminente

Atenção: Mulheres, diabéticos e idosos frequentemente apresentam sintomas atípicos, como dor abdominal, cansaço extremo ou apenas falta de ar, sem a dor clássica no peito.

O que fazer se suspeitar de infarto?

  1. Ligue imediatamente para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro mais próximo
  2. Não dirija você mesmo — peça para alguém levar ou aguarde o SAMU
  3. Não tome aspirina por conta própria sem orientação médica
  4. Fique em repouso e tente se manter calmo
  5. Se a pessoa perder a consciência e parar de respirar, inicie a ressuscitação cardiopulmonar (RCP)

Fatores de risco para infarto

Conhecer e controlar os fatores de risco é a melhor forma de prevenir o infarto:

  • Hipertensão arterial
  • Colesterol elevado (especialmente LDL alto)
  • Diabetes
  • Tabagismo
  • Obesidade
  • Sedentarismo
  • Histórico familiar de doença cardiovascular
  • Estresse crônico

Após o infarto: cuidados essenciais

Sobreviver a um infarto é apenas o começo. O acompanhamento cardiológico regular é fundamental para:

  • Ajustar medicações (antiagregantes, estatinas, beta-bloqueadores, entre outros)
  • Monitorar a função cardíaca
  • Reabilitação cardiovascular
  • Controle rigoroso dos fatores de risco
  • Prevenção de um novo evento

Se você ou alguém próximo teve um infarto, não negligencie o acompanhamento. A prevenção secundária é tão importante quanto o tratamento agudo.

Este artigo é informativo e não substitui a consulta médica.

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